terça-feira, 7 de abril de 2009

quando eu falo de amores que só você [me] conhece


tem tanta coisa que passeia de mim em você.
tem tanto da gente que amo em você.
meu artista favorito.
meu príncipe sem conto, sem truques, sem nada.
palavra a palavra, eu sei que deixo você sério, assim, calado, quieto e desenhado.
perfeito é o nosso quadro
juntos
cavalgando Barcelona
explorando as estreitas vielas de Salamanca
encontrando os velhos traços de arte catalã
o verbo bardo
a incógnita que rege todo fardo
esse viver inconsequente,
sem pressa,
desejando que os bons deuses alimentem-se
apenas do que nos castigue divinalmente a alma
e que sem dó
nos reinvente
que sejam inclementes
como quando criaram noite a noite
dia a dia.

5 comentários:

Luiz Zonzini disse...

we rode on horses
made of sticks

bang, bang.

Natália Nunes disse...

Viva Barcelona, viva a inconsequência que é o amor, viva.


Beijos!

Beta disse...

Que bonito! Esse ouro brilha quando cavalgamos por seus versos, sentindo o aroma das coisas que se vive junto quando se ama. Muito amor, sempre. :)

loba disse...

Puta poema, moça. Impecável qto a semantica e invejável nos sentimentos!
Bom te ler. Sempre.
Beijoca

Analuka disse...

Lindo poema, Val! Saudades de ti. Beijinhos alados e um findi cheio de luz.