meu coração
quantas vezes
range
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Postado por Val Freitas às 21:54 2 comentários Links para esta postagem
flowers and some lies
sexta-feira, 18 de setembro de 2009eu gosto de mentiras.
algumas caem bem.
- eu não amo você.
- não sinto sua falta.
- não me importa se não liga pra saber como vai a minha vida.
-eu vivo.
Postado por Val Freitas às 09:10 0 comentários Links para esta postagem
only today. diariamente.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009[vento. trovões. relâmpagos]
1. você sempre sabe como é
me catar lá do fundo.
sempre segue minha pista.
2. isso não quer dizer que entendo qualquer coisa sobre descaminho.
sim, tenho dedos treinados, é verdade.
gosto de amaciar desalinhos
e esse seu cabelo tão cheio de nó
3. já tenho tantos
são tantos cadarços soltos
dessa minha falta de tato
esse gostar de ir sem sapato
sou erva sem cheiro, sem mato
assim é que é
4. "porque nem só ave voa, né"
como você diz.
então eu olho alto
pra todo galho
5. você não entende [risadas]
sobrevoei muitas vezes o mesmo dia
não tenho mais jeito
assumo o pássaro acanhado.
um a mais por esse estressado céu
7. psssssssssssss...
já te pedi para treinar o silêncio.
um minuto
considere...
8. que agora sou uma espécie de GPS
que vejo muito mais para além do mapa
e mantenho em vista sua última localização:
é mesmo muito longe o horizonte de quem nunca se acaba.
[ beijo. chove forte.]
Postado por Val Freitas às 13:31 3 comentários Links para esta postagem
Curvas Concretos Quadris
sexta-feira, 24 de julho de 2009[a quem interessar possa]
aqui
arranho minhas paredes.
desnutridas
tal qual algumas unhas,
não tem uma cor cintilante.
eu sôo simples.
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eu falo de amores para sempre que só você [me] conhece.
terça-feira, 7 de abril de 2009
tem tanta coisa que passeia de mim em você.
tem tanto da gente que amo em você.
meu artista favorito.
meu príncipe sem conto, sem truques, sem nada.
palavra a palavra, eu sei que deixo você sério, assim, calado, quieto e desenhado.
perfeito é o nosso quadro
juntos
cavalgando Barcelona
explorando as estreitas vielas de Salamanca
encontrando os velhos traços de arte catalã
o verbo bardo
a incógnita que rege todo fardo
esse viver inconsequente,
sem pressa,
desejando que os bons deuses alimentem-se
apenas do que nos castigue divinalmente a alma
e que sem dó
nos reinvente
que sejam inclementes
como quando criaram noite a noite
dia a dia.
Postado por Val Freitas às 10:18 5 comentários Links para esta postagem
O Interior da Casa Azul [Frida]
muito cedo percebeu que não lhe faltariam promessas nem desgraças.
amores escusos, rompantes estranhos, faziam parte do seu atestado pessoal para lidar com a cegueira dos outros. fingir que o que via não existia.
sua amadora existência gostava de olhar para o fundo das pessoas. quão rasas se tornavam se ao mexer forte, o fundo libertasse o que lhes restava de alma.
sua saudável loucura, de uma têmpera levada, deveu-se ao fato de alegarem seu nascimento.
então nasceu.
alheia, sem saber a quem [se] pertencia. talvez isto explique sua alternada visão sobre tempo.
revestida, pintou mais de um olhar seu muito preto. apreciava pés, mãos, pássaros e pincéis. estimulava sempre, que se demorasse mais o olhar sobre aquele seu inesperado e reluzente lado opaco.
talvez porque todo aquele que nasce com receio de brilhar, que bom uso fará?
nunca puniu suas manias: amou todas as quinquilharias desse vasto velho osso mundo.
sempre houve um algo mais que lhe traía.
e quando a desejavam muito, fingia e compreendia assim:
nada é tão mais absurdamente poderoso e apaixonante quanto a imaginação dos outros.
assim, ela conseguia ser apenas o que só ela entendia e tudo o que ninguém mais quereria.
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Vida, Idas e Iras
como se já não nos bastasse as cores frias
com que essa noite esdrúxula insiste em colorir jardins
(parcos sonhos)
ainda tenho que entregar-me a ti.
para o quê ?
devias ver o que vai dentro em mim.
sou cheia tanto quanto a garrafa tinta do vinho que me ofereces.
e o amabile rosso dessa noite serás tu
a me tentar,
convencer que teu amor incenso queima.
é para sempre.
pensa. pensa bem enquanto ferves.
porque as dobras na minha pele não são
tenras
uvas
nem frescas.
que o suor nesse risonho rosto que apelava ao fogo por um beijo teu
não te devassa mais.
ou pouco.
ou tão menos
que a vedete da esquina na televisão black and white,
é um apelo que o teu sexo não rejeita.
para quando vais resolver a aceitar
que o vento é o único senhor e dono da chama ?
quando o amor chega ao fim, meu caro
é o caso de desligar o som e explodir assoalhos.
é o caso de até,
chamar médico
pais-de-santo
e outros pasquins
até restabelecer a desordem roubada.
um coração não aguenta tanto quebra-quebra
não consigo entender o que você fala
pára de contar aos outros sobre o quanto me amou
com quantos carnavais tivemos fantasias e felicidade !
meu querido ex amado amor
escuta,
bate a porta - fecha tudo a cadeado...
não é feio gritar.
*publicado na trigésima leva da revista cultural Diversos Afins
(http://diversos-afins.blogspot.com/)
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