terça-feira, 9 de setembro de 2008

Maria da Lua Cismada

[ ou uma mulher cheia de cacarecos ]

Que defende teses e mais teses sobre sexo, amor, ódio, paixão e outras parafernálias. Anda pela Ilha numa saia de chita ostentando um sorriso muito branco. Diz que o melhor do dia é caçar um meio de caminho. Tem sete pontes pelo coração. Todas com nome.
Maria é mesmo da lua cismada. Tem uma têmpera machadiana que não entende nada sobre olhar incolor. Foi batizada com um redemoinho bem no alto da cabeça e ama do mesmo tamanho o tudo e o nada.
Gosta de contar que o centro da sua cabeça é um enigma, coisa assim, sem explicação. Que o mandou benzer, lua e meia, sete noites, pra quando o passado a invocar, ela poder colidir sem medo das núpcias.

Ê Maria!

4 comentários:

Cássio Amaral disse...

Maria vê o inominável.

E despenca dos olhos dela estrelas distraídas.

Beijos.

jorge vicente disse...

um texto muito bom.

gostei muito

um abraço
jorge vicente

Claudio W. Ruiz disse...

Eu tive o imenso prazer de conversar com sua timidez por quase uma hora. E foi gratificante perceber sua humildade tranquila sobre o que escreve tão bem. Não admite exibicionismos gratuitos, ferocidades pessoais (palavras suas, lembra?) deixa que as pessoas percebam se houver o que perceber. Eu leitor, agora que conheço a dona da pena pessoalmente, assumo que virei fã dessa sua disfarçada, mas tempestiva alegria interior, Valéria. Muito prazer mesmo!

loba disse...

Val Freitas!!! Qto tempo, qtas saudades!
(vc consegue mudar mais que eu, mulher! rs...)
Bom ter te reencontrado. Melhor ainda ver que vc conserva a beleza e continua em ascensão na qualidade dos seus escritos!
Beijocas