terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Observador

















(de um lugar demasiado magro)

Nessa alma
estante alta
conforto
mil prateleiras
cem gavetas empoeiradas
dez recados desesperados
e outros tantos
poemas sujos.

Tudo o mais
é um pote
a parte.

6 comentários:

héber sales disse...

meu hit teu favorito!
e tome beijo

Analuka disse...

Val alada, este poema teu foi o primeiro que li, de teus escritos, e continua sendo meu predileto. É uma jóia, ou, quem sabe, um velho baú, cheio de poeiras e preciosidades. Belíssima a foto, encantadora, com suas portas altas e seus matizes vivos e, ao mesmo tempo, desbotados: tanto as portas quanto as manchas dão margem a muitas outras viagens... Beijos pintados, querida!

Analuka disse...

Continuo achando esta foto fantástica! ... e sigo adorando este teu poema, Val querida. Beijos alados.

Natália Nunes disse...

final gostoso porque sonoro assim.

gostei do seu blog, a começar pelo nome :)

Sônia Marini disse...

Não sei mais onde foi que dei com esse link. Sei que guardei nos favoritos,para degustar com a calma que ele me pareceu merecer.
Acertei.Prosa e poesia da melhor qualidade, mas confesso: foi a poesia que me fez sentir asas na alma.

Rodrigo disse...

Bonito. Quantos potes?